Eu viso ao fim, desejo o mundo e nada mais. Cada grão de areia de volta à rocha, montanhas ao chão, sem quedas, restaram apenas os precipícios. A aurora do saber, da luz que rompe as frestas da ignorância. Um sonho de paz. Quero abrir s olhos para esta guerra, encontrar o caminho de pedras, vencer, adormecer.
Sorrisos de canto, observando de soslaio, um flerte inocente com a vida, brincadeira de criança, loucura de adolescente. A verdade se perde dentro das cores, assisto à tudo feliz, incapaz de distinguir os tons, as mentiras, ruflando as asas da mente.
Os pés desenham passos, letras de músicas, compondo a melodia desta loucura. A leveza carrega o vento, sopra as nuvens, as quais escondem-se com a noite. Por estas escadas de ferro arrisco-me, vendo ao cabo o fim do dia, desaparecendo com as rimas.
Sento-me para assistir ao mesmo filme, unindo-me a sentimentos que pensei ter abandonado, esquecendo a liberdade que por segundos abracei. A Lua, porém, sorri, regando o coração antes seco, agora aprisionado. Some a honestidade, volto à esse jogo infantil, de gente grande.
Encanto-me com os diferentes nuances de cinza, divertindo-me com infundadas ilusões, logo esqueço conquistas e anseios, o mundo vira coadjuvante nesta perdição. Entretanto, sigo, pois em breve será a hora de acordar, de livrar-me destes clichês.
G.N.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Les mots
* Maintenant nous sommes jeunes. Alors, viens passer votre jours avec moi, parce que le soleil n'attend pas.
* Sous le tour
En bas de le mer
Je t'envie
Oú tu est?
* Quelq'un peux m'aider
Oú sommes nous? Qui nous sommes?
Tout que je peux fais est t'oublier
* Le bruit na minha mente
Dans mon sprit o barulho
Sussurros en choeur
Je suis soeule avec les mots
* Si les mots sont assez
Je te demand un amour
Pour le dessiner en phrases
G.N.
Agradecimentos à professor Isabel, pois sem ela esses pequenos poemas não existiriam.
* Sous le tour
En bas de le mer
Je t'envie
Oú tu est?
* Quelq'un peux m'aider
Oú sommes nous? Qui nous sommes?
Tout que je peux fais est t'oublier
* Le bruit na minha mente
Dans mon sprit o barulho
Sussurros en choeur
Je suis soeule avec les mots
* Si les mots sont assez
Je te demand un amour
Pour le dessiner en phrases
G.N.
Agradecimentos à professor Isabel, pois sem ela esses pequenos poemas não existiriam.
terça-feira, 20 de março de 2012
Herdeiro esquecido
As pétalas vermelhas gritavam, carpiam-se pelo verde de seus caules, mãos gélidas agarravam-nos, sugando-lhes a vida. A mais bela rosa jazia condenada, iluminava uma estrela caída. Seu brilho ignorado por insignificáveis ssntimentos, admirado pela dor, pelo tormento.
Deitas-te neste leito, pelo qual serás consumida, a fragilidade de teu corpo tomada de ti lentamente. Liberta serás, limpa das impurezas deste mundo. A dignidade, da mais pura doença, agora carregas. Trocaste teus suaves últimos suspiros pela juventude eterna.
Se respirar fosse possível, desejarias sentir eternamente um unico cheiro, o doce amadeirado do corpo daquele que nunca foi teu. Dormes na pureza, de um amor imaginado, um sonho nao realizado, um pecado de ti roubado.
Esquecida pelo tempo, abandonada com meras lembranças. De nada adiantam, tão sujas, negras, tomadas por falsas esperanças. A paixão de teus lábios jaz morta, fadada à eterna ignorância, que um beijo não pôde salvar.
Se no sombrio teu amor buscava respaldo, orgulhoso de ti agora deve estar, neste breu em que descansas o dia nunca mais há de te encontrar. Caminharás pelas sombras, sem capas, apenas a verdade que por tanto escondeste. Sem mais janelas quebradas, apenas as mais doces mágoas, acalentando tuas secas lágrimas.
Neste vazio, frio teu, ainda sorris. Caíste do mais alto céu, mas não possuis machucados, teu brilho está intacto, a beleza que o tempo não pode mais roubar. Evasora da vida, se estes espinhos teus dedos ferem, não temas, estão a te saudar. Um pacto eterno, de morte, de fim.
G.N.
Deitas-te neste leito, pelo qual serás consumida, a fragilidade de teu corpo tomada de ti lentamente. Liberta serás, limpa das impurezas deste mundo. A dignidade, da mais pura doença, agora carregas. Trocaste teus suaves últimos suspiros pela juventude eterna.
Se respirar fosse possível, desejarias sentir eternamente um unico cheiro, o doce amadeirado do corpo daquele que nunca foi teu. Dormes na pureza, de um amor imaginado, um sonho nao realizado, um pecado de ti roubado.
Esquecida pelo tempo, abandonada com meras lembranças. De nada adiantam, tão sujas, negras, tomadas por falsas esperanças. A paixão de teus lábios jaz morta, fadada à eterna ignorância, que um beijo não pôde salvar.
Se no sombrio teu amor buscava respaldo, orgulhoso de ti agora deve estar, neste breu em que descansas o dia nunca mais há de te encontrar. Caminharás pelas sombras, sem capas, apenas a verdade que por tanto escondeste. Sem mais janelas quebradas, apenas as mais doces mágoas, acalentando tuas secas lágrimas.
Neste vazio, frio teu, ainda sorris. Caíste do mais alto céu, mas não possuis machucados, teu brilho está intacto, a beleza que o tempo não pode mais roubar. Evasora da vida, se estes espinhos teus dedos ferem, não temas, estão a te saudar. Um pacto eterno, de morte, de fim.
G.N.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Fim
Passo de pés juntos por este portal fundo, escondido, reluzente. Não há mais vozes a sussurrar, apenas uma única certeza. O fim não existe, é apenas o desejo secreto do tempo cansado, esgotado.
Enganam-se os que acreditam na escuridão da cegueira, pois esta luz que vejo, ou penso ver, limpa. Os sentidos são despertados e logo exaltados, o mais puro bem cura os tecidos desgastados, esvazia os pulmões negros, sujos. Salva.
O tempo corre, transforma o futuro incerto em passado. Sofrimentos são meras lembranças, sucumbiram à convergência de alegrias que enchem o corpo. Do mal tirou-se as escamas, as quais foram devolvidas às chamas.
Nunca ouvi tanto quanto agora, sem palavras, apenas a pura compreensão. Este simples, antes tão complexo. Sinto o ar como parte de mim, tão maleável, ainda assim, indiscutivelmente, fiel, novo conhecedor da verdade.
O barro contorna meus pés, as linhas suaves traçadas pelo mais delicado pincél delimitam a matéria da obra. As cicatrizes que ainda restam marcam vitórias, conquistas, as quais não devem ser levadas pelo tempo, representam a fé, a verdade, a superioridade desta certeza.
Mundo falso, que ousou manchar-me, ensinaste-me pelo sofrer, mostraste-me teu coração frio, tornando o meu cálido. Ainda alheia ao saber, porém, segura, despeço-me. Passeio por novos campos, neste início recupero-me do fim e reescrevo meu novo começo.
G.N.
Enganam-se os que acreditam na escuridão da cegueira, pois esta luz que vejo, ou penso ver, limpa. Os sentidos são despertados e logo exaltados, o mais puro bem cura os tecidos desgastados, esvazia os pulmões negros, sujos. Salva.
O tempo corre, transforma o futuro incerto em passado. Sofrimentos são meras lembranças, sucumbiram à convergência de alegrias que enchem o corpo. Do mal tirou-se as escamas, as quais foram devolvidas às chamas.
Nunca ouvi tanto quanto agora, sem palavras, apenas a pura compreensão. Este simples, antes tão complexo. Sinto o ar como parte de mim, tão maleável, ainda assim, indiscutivelmente, fiel, novo conhecedor da verdade.
O barro contorna meus pés, as linhas suaves traçadas pelo mais delicado pincél delimitam a matéria da obra. As cicatrizes que ainda restam marcam vitórias, conquistas, as quais não devem ser levadas pelo tempo, representam a fé, a verdade, a superioridade desta certeza.
Mundo falso, que ousou manchar-me, ensinaste-me pelo sofrer, mostraste-me teu coração frio, tornando o meu cálido. Ainda alheia ao saber, porém, segura, despeço-me. Passeio por novos campos, neste início recupero-me do fim e reescrevo meu novo começo.
G.N.
domingo, 13 de novembro de 2011
Sombras
E chega o tempo em que todos os grãos estão secos
E o vento demora a caminhar
Em que a terra já não se abre
E a liberdade é relativa e abstrata.
Chega um momento em toda uma vida
Em que o tempo se arrasta lentamente
Forçando-nos a encarar as pessoas como elas são
E obrigando-nos a derrubar os conceitos pré-moldados pela cegueira da hipocrisia
Escancarando o mundo em sua essência crua e desnuda de moralidade.
Encare.
Estude.
Descubra.
Só não chegue muito perto.
- C.B.
E o vento demora a caminhar
Em que a terra já não se abre
E a liberdade é relativa e abstrata.
Chega um momento em toda uma vida
Em que o tempo se arrasta lentamente
Forçando-nos a encarar as pessoas como elas são
E obrigando-nos a derrubar os conceitos pré-moldados pela cegueira da hipocrisia
Escancarando o mundo em sua essência crua e desnuda de moralidade.
Encare.
Estude.
Descubra.
Só não chegue muito perto.
- C.B.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
O amor
Esta redação foi uma proposta de um antigo vestibular, cujo tema era: elixir que levanta seu astral.
O sol se põe, os caminhos transformam-se em becos estreitos, as saídas parecem sumir, a solidão prevalece, levando todos à depressão. Os desejos, as vontades, desaparecem, o mundo para. Você não vê nada, salvo a tristeza em seu coração.
Deste poço, onde te encontras, nada pode te tirar. Talvez, quem sabe, exista algo, um solitário ato, algumas breves palavras... Infelizmente, já cansaste de por elas esperar. A última gota de esperança que apenas te mantém vivo, já arfa de cansaço, nem mesmo ela acredita mais.
Não chores por este elixir, do qual foste privado, pois estas lágrimas que derramas de nada servirão para lavar a tristeza tatuada em teu peito. Este teu astral apenas te consumirá, as palavras que sairão de teus lábios serão vazias, respaldadas por sorrisos falsos e superficiais.
Lembras do tempo em que iludias teus sonhos com esperanças infundadas, vias-te a andar de mãos dadas, rodeado por este elixir, por este amor, o qual, para ti, nunca realmente existiu. Conheceste a desilusão a partir da dor, do abandono.
Porém, há um detalhe, uma certa fé urge em teu peito, um único raio de Sol atinge tua pele pálida, lembras-te de um olhar, o qual fitava-te, este estava, tens quase certeza, cheio de tal elixir, de amor. Então é verdade, ele existe. Teus lábios estendem-se em um sorriso, ergues-te, juntamente com teu astral, aquele que consideravas perdido.
G.N.
O sol se põe, os caminhos transformam-se em becos estreitos, as saídas parecem sumir, a solidão prevalece, levando todos à depressão. Os desejos, as vontades, desaparecem, o mundo para. Você não vê nada, salvo a tristeza em seu coração.
Deste poço, onde te encontras, nada pode te tirar. Talvez, quem sabe, exista algo, um solitário ato, algumas breves palavras... Infelizmente, já cansaste de por elas esperar. A última gota de esperança que apenas te mantém vivo, já arfa de cansaço, nem mesmo ela acredita mais.
Não chores por este elixir, do qual foste privado, pois estas lágrimas que derramas de nada servirão para lavar a tristeza tatuada em teu peito. Este teu astral apenas te consumirá, as palavras que sairão de teus lábios serão vazias, respaldadas por sorrisos falsos e superficiais.
Lembras do tempo em que iludias teus sonhos com esperanças infundadas, vias-te a andar de mãos dadas, rodeado por este elixir, por este amor, o qual, para ti, nunca realmente existiu. Conheceste a desilusão a partir da dor, do abandono.
Porém, há um detalhe, uma certa fé urge em teu peito, um único raio de Sol atinge tua pele pálida, lembras-te de um olhar, o qual fitava-te, este estava, tens quase certeza, cheio de tal elixir, de amor. Então é verdade, ele existe. Teus lábios estendem-se em um sorriso, ergues-te, juntamente com teu astral, aquele que consideravas perdido.
G.N.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Terravida
Terravida
Se o céu e a terra enamorassem-se
Seria em forma de poesia
Cujos versos seriam folhas caducas
Transformadas em flores
Com suas pétalas macias,
Acalentariam o coração ferido dos amantes
A dor cessaria.
O dano, porém, nunca seria reparado.
O sol seria um presente
Luz, para aqueles que nada têm
E esperança na escuridão.
O mar lavaria as mágoas
E levaria consigo as lágrimas
Trazendo paz à vermelhidão.
G.N.
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