Vós vos sentis repetitivo, iludido, comum. Todos os caminhos parecem iguais, como se agora só existisse um, com apenas este solitário alguém seguindo-o, pisando com pés certos estes ladrilhos tortos. Perguntais à vós quantas vezes usastes deste mesmo começo, destas mesmas palavras, desta mesma ponte. Onde está o vento para sussurrar-vos algo? Vedes agora apenas denominações alheias, um mundo ordinário.
Discutis com argumentos antigos e ultrapassados, vossas armas foram quebradas, tomadas. Temeis utilizar-vos de qualquer traço, de que adianta? Este ja estará marcado por antigas proezas que influenciam plagios pessoais, antigas ideias originais, reduzidas à Cd's riscados, desgastados. A melodia se perde nesta sinestesia.
Estais a rever fantasmas passados, ainda que não aprendais nada com os mesmos, afinal o natal está longe e eles nem mesmo vos enxergam. Ansiais para suas três visitas, esperais que estas mostrem-vos uma saída para este corredor estreito. Advirto-vos que esqueçais desta esperança, deixe-a partir, pois estas almas preocupam-se com outros, àqueles ainda vivos, àqueles que ainda criam.
Odiais a vós mesmo por não terdes coragem suficiente, por vos esconder atrás de uma segunda pessoa pluralista, quando sabeis a verdade: estais em primeiro. Sabeis muito bem respaldar vossas autônomas sublevações para não provar de suas consequências. Temeis julgamentos, pois amedrontai-vos com condenações. Não hei de vos dizer o que fazer, pois sabes que eu mesma não vos conheço, assim pergunto à vós: quem sois?
Apenas uma máscara quebrada.
G.N.
Imagem retirada de: http://palhanoagulheiro.blogspot.com/2010/10/tira-mascara-que-cobre-o-seu-rosto-8.html
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