segunda-feira, 11 de abril de 2011

Loucura

 Presa nas voltas de um redemoinho de ideias, ouvindo o doce som da ilusão, nada mais é tranquilo. A loucura serve de chave para o subconsciente trancado. Torturado, por estes guardas mascarados, de sorrisos pintados que forçam-me a terríveis atos, que coagulam o sangue de meu coração, que tornam-no frio.
  A liberdade grita, livre, é a rebelião dos presos. Os sentimentos deformam os músculos, quebram os padrões, destroem as mascaras. Os pensamentos saltam, conturbando a mente, sussurram loucuras, matam as máquinas.Os olhos giram sem foco, nada fora tão claro.
 A euforia aquece o corpo, revive este alguém dominado, com características falsas e de expressões definidas. Não há mais valores, estes árduos manipuladores. As palavras são indefinidas, soam como murmúrios.
 O pânico se instala fora deste novo castelo, ouvem-se gritos e desesperos. Uma tropa mascarada, sorridente, prepara-se para invadir. Com suas armas afiadas, forjadas à lágrimas, eles destroem o alto muro da verdade. As nuvens da dissimulada paz rondam sob o céu esperançoso, mas este sabe, que nunca ganharão.
 O desespero toma postos, mata de agonia e destrói com o medo aqueles bravos guerreiros. O corpo debate-se, luta por movimentos, mas seus braços jazem presos por mãos desossadas. As celas são reabertas, o palácio volta a ser prisão.
 A mente, hipnotizada pela água leitosa que agora corre por estas veias, volta a reinar. Mata novamente, sem dó, seu velho irmão. O subconsciente.

                                                                                                                                    G.N.

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