No dia oito de maio, duas pessoas que eu amo muito completam quinze anos. A estas, eu gostaria de expressar minha afeição separadamente.
À primeira, a Giovanna CO-AUTORA, eu gostaria de falar – ou escrever, na presente situação - brevemente. Conheci-a com dez ou onze anos, mas ela provavelmente esteve ao meu lado por mais tempo que isso, e eu apenas não percebia. É tão jovem e tão prolífica, autora de vários títulos quase acabados, além de inúmeros textos, poemas, redações, crônicas e afins. É minha inspiração e meu orgulho, minha colega em tantos trabalhos, que me incentiva e quase me faz acreditar que tenho tanto talento quanto a própria. Ela já possui uma profundidade e sinceridade que supera autores mais experientes, e tem o poder de seduzir e cativar o leitor mais distanciado. É surpreendente o modo como lida com as palavras, a fluência com que as molda e rima, quase como se conhecesse cada uma intimamente. Sua rapidez de pensamento e habilidade natural lhe fazem produzir trabalhos incríveis nas situações mais diversas. Eu não lhe desejarei sucesso, pois sei que ela já o experimenta a cada texto, mas sim que ela conserve este dom para sempre, e que um dia, o mundo todo possa ter a honra de descobri-la.
Esta Giovanna, de quem eu falo muito, tem alguns pontos em comum com a segunda, além do óbvio. Ambas são igualmente passionais, e possuem em sua essência uma franqueza que lhes são muito peculiares. Porém, segunda Giovanna, a MELHOR AMIGA, é difícil de descrever como fiz com a outra. Conheci-a aos sete anos, no primeiro dia de aula da primeira série. Ela, novata, fez vários amigos instantaneamente, e eu pude me incluir neste grupo. Desde então, mantivemos uma amizade muito forte, mas não sem obstáculos. Ela é uma fortaleza para os amigos, mas revela-se muito frágil quando ameaçada. Ela esconde-se atrás dos livros e cadernos, mantendo a imagem da garota inteligente e escritora admirada, e é difícil para quem não a conhece direito perceber quando algo não vai bem. Nunca dá uma opinião falsa e faz questão que não haja dúvidas sobre esta, quando resolve exprimi-la. É alegre e divertida como uma criança, talvez por que no fundo, ainda o seja. Ela é toda cuidados com seus amigos, e nunca deixa que nenhum se sinta sozinho ou desamparado.
Lembra quantas dificuldades tivemos para manter esta amizade, Gi? Tantos obstáculos a vencer, a distância, os conflitos... Eu sei que você não gosta das minhas companhias, mas também sei que você jamais me obrigaria a abdicar delas. E apesar de não convivermos mais no mesmo grupo de amigos (Ah, a adolescência e suas divisões), sempre tentamos nos manter unidas. Por que no final, é isso que importa. Eu sei que sempre vou encontrar em você um refúgio, uma ouvinte atenta e uma conselheira de primeira linha, e pode ter certeza que a recíproca é verdadeira.
Também sei que esse pequeno tributo é demasiadamente simples – e tardio-, e até mesmo medíocre quando comparado aos outros (Neste ponto, agradeço a minha amiga Ana por ser tão melhor em tudo, inclusive em homenagens. É sério, você me humilha. E não de um jeito bom.), e pode ser piegas dizer isso, mas ele vem do fundo do meu coração. Ontem foi seu aniversário, mas você é que me presenteia todos os dias, sendo uma amiga tão incrível. De fato, a pontualidade não se encontra entre minhas poucas qualidades, mas atrasada ou não, o sentimento é o mesmo. Feliz aniversário, e que sua vida seja cheia de uma luz que cause inveja às estrelas, minha melhor amiga.
Talvez aquilo chamado de simples seja o mais complexo, com maior capacidade de explodir sentimentos com apenas algumas linhas. Linhas estas que, para aquele que saiba(ou aprendeu a) lê-las, têm diversos significados, lembranças, confidências. Obrigada. Que as rosas de plástico sejam sempre verdadeiras em seu coração. Que este eterno, dure para sempre, minha melhor amiga.
ResponderExcluir