quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ordo ab Chao

Sob nuvens cinza, encontro o sol. Sob as lágrimas em minha face, existe um sorriso. Sob um coração partido, há a esperança. Do caos faço a ordem e da pedra, tiro o ouro. Do nada, algo surge e de tudo, não há nada.
De soslaio, vejo o mundo. Vejo a aurora a despontar, o papel a rasgar, a lua a iluminar, vejo a vida se desenrolar. Da surpresa, tenho tédio, da monotonia, sinto agonia.
Nomes a determinar, definir, marcar. Uma prisão ornamentada. Seres esquecidos, abandonados, sombreados pelo fato do falso saber. Guardas conhecidos, sob disfarces.
Na beleza, a feiúra. O externo ferindo o interno, tecidos rasgados por sangue coagulado, o condutor da vida. Almas sobre rodas, levadas, destruídas; Seus sonhos são de névoa e perdem-se na escuridão. O início e o fim. A vida e a morte.

G.N.

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